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Abertas indicações ao 6º Prêmio D. Paulo Evaristo Arns

Publicado em 15/10/2019 às 15h58

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania – Departamento de Educação em Direitos Humanos – publicou, neste sábado, 12 de outubro, o Edital Nº CPB/014/2019/SMDHC/DEDH, com o propósito de receber indicação de nomes de pessoas físicas ou jurídicas que se destacaram na luta pelos Direitos Humanos na Cidade de São Paulo.

Criado pelo Decreto n. 55.759/2014, o Prêmio de Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns homenageou, nas edições anteriores, Frei Betto, Luiza Erundina, Padre Jaime Crowe, Mara Gabrilli e Paulo Pedrini, todas figuras de destaque local e nacional na luta pelos Direitos Humanos.

Mas por que Dom Paulo Evaristo Arns dá nome à premiação de Direitos Humanos?

Dom Frei Paulo Evaristo Arns O.F.M., nascido em Forquilhinha, aos 14 de setembro de 1921, e morto em São Paulo, aos 14 de dezembro de 2016, foi um frade franciscano e cardeal brasileiro. Foi o quinto arcebispo de São Paulo, tendo sido o terceiro a receber o título de cardeal. Era arcebispo-emérito de São Paulo e protopresbítero do Colégio Cardinalício.

Em 2 de maio de 1966 foi eleito bispo da Sé Titular de Respecta e auxiliar de São Paulo, aos 44 anos.

No dia 22 de outubro de 1970, o Papa Paulo VI o nomeou arcebispo metropolitano de São Paulo, tendo tomado posse a 1 de novembro de 1970, exercendo o cargo até 15 de abril de 1998, quando renunciou, por limite de idade, detendo o título de Arcebispo-emérito de São Paulo.

Sua atuação pastoral foi voltada aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros, principalmente os mais pobres, e à defesa e promoção dos direitos da pessoa humana.

Ficou conhecido como o Cardeal dos Direitos Humanos, principalmente por ter sido o fundador e líder da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, e sua atividade política era claramente vinculada à sua fé religiosa.

Durante a ditadura militar, na década de 1970, notabilizou-se na luta pelo fim das torturas e restabelecimento da democracia no país, junto com o rabino Henry Sobel, criando uma ponte entre a comunidade judaica e a Igreja Católica em solo paulista.

Entre 1979 e 1985, coordenou com o Pastor Jaime Wright, de forma clandestina, o projeto “Brasil: Nunca Mais”. Este projeto tinha como objetivo evitar o possível desaparecimento de documentos durante o processo de redemocratização do país.

O trabalho foi realizado em sigilo e o resultado foi a cópia de mais de um milhão de páginas de processos do Superior Tribunal Militar (STM). Contudo, este material foi microfilmado e remetido ao exterior diante do temor de uma apreensão do material. Em ato público realizado dia 14 de junho de 2011, foi anunciada a futura repatriação, digitalização e disponibilização para todos os brasileiros deste acervo.

E para aqueles que não acreditam que houve tortura no Brasil, o livro homônimo “Brasil: Nunca Mais” reuniu esta pesquisa sobre a tortura no páis durante o período da ditadura militar e foi publicado pela Editora Vozes.

Dom Paulo Evaristo Arns também foi um dos organizadores do movimento Tortura Nunca Mais.

Em 1985, com a ajuda de sua irmã, a pediatra Zilda Arns Neumann, implantou a Pastoral da Criança.

Em 22 de fevereiro de 1992 inaugurou uma nova residência destinada aos padres idosos, a Casa São Paulo, ano em que também criou a Pastoral dos Portadores de HIV. Por toda essa atuação, Dom Paulo dá o nome ao Prêmio Municipal de Direitos Humanos, merecida e honrosamente.

Para a premiação, a sociedade civil pode indicar nomes através de um formulário disponibilizado abaixo e, após essa etapa, o Comitê de Educação em Direitos Humanos apresenta uma lista tríplice, com base no histórico e na identidade da luta de cada pessoa indicada, segundo critérios do Decreto 55.759/2014. Esta lista tríplice é enviada ao Prefeito que faz a escolha final do homenageado, respeitando a alternância de gênero.

A cerimônia de entrega do troféu será no dia 12 de dezembro de 2019, às 19 horas, na Sala de Exposições – Praça das Artes, juntamente com o 4º Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva.

As indicações estão abertas até às 23h59, do dia 08 de novembro de 2019. Você já pode participar indicando nomes através do formulário: https://forms.gle/zuhD4M7vdRBG3QNs6

Tags: direitos humanos , ditadura, Dom Paulo Evaristo Arns, homenagem, prêmio, premiação, resistência, tortura

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