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Formação em Direitos Humanos para jovens da periferia

Publicado em 07/11/2016 às 14h19

O prefeito Fernando Haddad entregou, na tarde desta sexta-feira (28), os certificados de conclusão para 91 jovens da periferia de São Paulo que participaram da primeira edição do projeto “Bolsa Trabalho – Juventude Viva”. Por um ano, eles receberam mais de 136 horas mensais de formação teórica e prática em direitos humanos e cidadania para articular ações nos bairros onde moram.

“Para nós é uma alegria chegar à conclusão de mais uma etapa do Bolsa Trabalho, porque a gente sabe o quanto isso significa para as pessoas. Não é um valor expressivo de bolsa ou duração exagerada, mas garanto que isso enrique muito o currículo de vocês, abre portas e vai certamente significar uma entrada diferenciada no mercado de trabalho, pois trata-se de um programa muito respeitado”, afirmou o prefeito.

Crédito: Fernando Pereira/SECOM

Além de modalidades de ensino à distância (EAD), os jovens participaram ainda de atividades do programa federal Juventude Viva e da Prefeitura de São Paulo e de encontros semanais para troca e compartilhamento de experiências. Os bolsistas ainda atuaram em seus territórios de origem com lideranças, agentes do governo local, coletivos culturais e outras organizações da sociedade civil para contribuir com a transformação desses bairros.Parte das formações foram nos  4 Centros de Educação em Direitos Humanos, polos de difusão da EDH incumbidos de preparar gestores, educadores e disseminadores, propondo a implementação da educação em direitos humanos na Rede Municipal de Ensino. Atuam a partir de quatro CEUs abrangendo as quatro macrorregiões da cidade: CEU São Rafael (zona leste), CEU Jardim Paulistano (zona norte), CEU Pêra-Marmelo (zona oeste) e CEU Casa Blanca (zona sul)

“A gente discutiu por quatro anos uma cidade diferente, mais humana, que não deixa ninguém para trás, com mobilidade melhor e onde a juventude tenha mais espaços. A gente sabe que ainda falta muito, que a violência é muito pesada e o jovem sofre mais. O jovem negro sofre mais ainda. Para o jovem negro da periferia é mais pesada, e para a mulher negra da periferia, ainda mais, mas a gente sabe que o futuro da cidade está na mão da juventude. Ter qualificação como a nossa, para o trabalho, mas sem perder de vista a visão ética, de direitos humanos e de respeito a todos é muito importante”, afirmou o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Felipe de Paula.

No início da ação, foram oferecidas 115 vagas, sendo 60 para mapeamento, diagnóstico territorial e mobilização social, 24 para promoção de comunicação local, 15 para articulação em rede e 16 para fortalecimento da economia solidária e cultura do bairro. Como incentivo para a formação, os jovens recebem bolsa de R$ 1.032,00.

Na foto: Karolina Desireé Rodrigues, participante do Programa. Crédito: Fernando Pereira/SECOM

“Esse certificado que recebemos representa todo o nosso esforço e de todos que participaram, pois resistimos até aqui. Sei que estamos em um momento de muitas incertezas, principalmente econômicas, mas acho que o Bolsa Trabalho deixa para a gente um resgate de a gente conseguir ter força para continuar lutando pelos nossos sonhos e pela nossa sobrevivência, que é o mais difícil atualmente”, disse a jovem Karolina Desireé Rodrigues, 23 anos, moradora do Jabaquara, que recebeu o certificado como representante dos bolsistas ao lado de Alan Cardec dos Santos, 22 anos, morador da Pedreira.

Entre os critérios de seleção, além de residir em bairros com vulnerabilidade social e ter idade entre 15 a 29 anos, pelo menos 50% das vagas foram reservadas para jovens negros e 50% para jovens mulheres. Cerca de 25% dos jovens cumprem ou cumpriram medida socioeducativa.

“Esse certificado, muito mais do que o papel em si, é o simbolismo do trabalho realizado e da articulação que foi feita entre várias secretarias para que isso acontecesse. Essa estratégia de fazer a articulação do Juventude Viva com Direitos Humanos e a nossa secretaria com o Bolsa Trabalho, entendendo-a como um dos instrumentos importantes para que esses jovens pudessem articular projetos e propostas, é muito importante para eles e suas comunidades”, afirmou o secretário de Desenvolvimento, Emprendedorismo e Trabalho, Artur Henrique.

Programas
O programa Juventude Viva é um plano de prevenção contra a violência sofrida pela juventude negra, elaborado pela Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. A ação visa reduzir a vulnerabilidade com estratégias de ampliação de direitos, enfrentamento ao racismo e prevenção da violência, direcionando políticas públicas para os territórios atingidos pelos mais altos índices de mortalidade.

Instituído em 2004 na cidade de São Paulo, o Bolsa Trabalho atinge jovens entre 16 a 29 anos que pertencem a famílias com renda per capita equivalente ou inferior a meio salário mínimo e estejam matriculados na escola ou tenham concluído o Ensino Médio. O programa tem como objetivo estimular a inserção socioeconômica, valorizar as vocações ocupacionais, desenvolver a formação, a experimentação e a habilitação profissional no local de trabalho, além de facilitar a reinserção na vida escolar e a continuidade dos estudos de jovens. 

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